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A veloz História de Fernando Vilhena, e sua paixão pelos carros de corrida


Não, não é uma novela!! A história que vou contar agora, é vida real, e como todas cheias de dificuldades, mas por outro lado a obstinação e a garra fizeram toda a diferença.


Bom, acho melhor começarmos com o nome dele, ou quem sabe o nome dela, ou o nome dos filhos.


Pensando bem, acho que nomear é mera bobagem, porque pelo que pude notar, naquela família todos são um só!
Bom a história, vai começar sentem-se nas cadeiras e se segurem...


Irei contar a saga de Fernando Vilhena, um dos mais cobiçados preparadores de carros seis cilindros.


Vou começar pelas vitórias, mas não pensem vocês que tudo começou desta forma!!


A luta foi árdua, primeiro veio a decisão de parar de estudar, enquanto a maioria de seus amigos viravam doutores, e seu pai dava o ultimato: “Ou estuda, ou vai ter que se virar sozinho, não te dou mais nada, só comida, e casa, o resto terá que ganhar com o seu suor, vai ter que trabalhar, se não quiser estudar, VAI TRABALHAR...”


A decisão foi dura, Fernando olhava para trás e via tudo que iria perder, mas já naquela época, já sabia o que queria...


Foi assim que começou a seguir seu destino, seu grande mentor foi nada mais que: Camillo Christofaro um dos grandes artistas do automobilismo. Fernando passava horas ao lado do mestre, limpando peças, lavando carros e rodas louco para fazer perguntas porém conhecendo o temperamento forte do velho lobo do Canindé, apenas observa seu trabalho com receio de não ser bem respondido.


Mais tarde com o filho do mestre, é que começa a por a mão na massa e aprender os truques da preparação.


Fernando afirma que sua paixão por carros, começou quando criança, aos 12 anos, seu pai que era caminhoneiro o deixava dar pequenas voltas na vizinhança, mal sabia o pai que estava preparando o filho para o que viria depois. Foram precisos 24 anos para que aquele atrevimento de moleque pudesse dar frutos a toda uma geração, e há muitos pilotos.


Fernando não tem vergonha em assumir, que passou por muitas dificuldades, trabalhou como empregado de mecânico, consultor técnico, entregador de leite entre outras.


Mas estas profissões só deram bagagem para mais tarde atuar no que queria.


Diz com sorriso nos lábios que nunca gostou de carros de passeio, sempre gostou de velocidade, e afirma orgulhoso que os carros não poluem tanto, pois o combustível é o álcool.


A esposa Roberta, que é sua verdadeira cúmplice, pois é ela que o ajuda em todos os momentos, e demonstra muita descontração e sapiência no meio dos mecânicos, dando palpite aqui e ali...


Foi como muita persistência e sempre sabendo o que quis, que Fernando deu seu grande e derradeiro golpe montando sua própia equipe, a Big Power.


Seu primeiro piloto foi Pedro Pimenta, em seis meses já eram vices, para um garoto de 26 anos no auge da juventude, isso poderia ter sido um jogo perigoso, mas Fernando é daqueles homens de alma boa, que em Interlagos conversa com todos de igual para igual, sem exceção, sempre foi assim e sempre será.


Mas afirma convicto que não gosta de chegar em segundo lugar, procura aprender sempre para cada vez mais e aperfeiçoar.


Orgulha-se dizendo que cresceu com as próprias pernas, que não teve ajuda de ninguém, mesmo ouvindo duras criticas seguiu adiante, na busca do seu objetivo.


Seu maior incentivador foi seu pai, que no momento certo cobrou responsabilidade, acredita que se não fosse a atitude dura do seu pai, não teria conquistado nada.


Por orgulho seguiu seu caminho, queria mostrar para todos que não acreditavam nele, que iria alcançar seus objetivos.


Entre outros prêmios ganhou de melhor preparador, e em 93 o troféu de melhor do ano em 95.


Sua carreira é recheada por inúmeras vitórias, com pilotos campeões como Mauricio Olio, Pedro Pimenta, Amaury Bien, Sandro Sanches, entre outros.


Mas Fernando é honesto em afirmar, que ser preparador dos carros destes campeões, exige muita disciplina e vontade, os patrocínios são poucos em comparação aos E.U.A.


As dificuldades são muitas, mas o amor pelos seus carros o faz seguir sempre NA FRENTE.

Texto: Claudia Canto